PROGRAMA DE APOIO ÀS FEIRAS LIVRES DO VALE DO JEQUITINHONHA

 

AS FEIRAS LIVRES


As
feiras livres fazem parte da história e do cenário dofeiras municípios no Vale do Jequitinhonha (MG). Na madrugada dos sábados os agricultores (as) levam para as cidades suas hortaliças, verduras, grãos, frutas, doces, rapaduras, farinhas, aves e uma infinidade de outros produtos familiares para comercialização nos mercados municipais.

Estes espaços garantem muito mais que a geração de renda para as famílias rurais, eles também preservam a cultura, aquecem o comércio, contribuem para a segurança alimentar e são importantes pontos de encontro entre pessoas do campo e da cidade. 

Mesmo com tão grande importância, as feiras enfrentam muitos desafios para o seu fortalecimento, pois raramente são vistas como espaços de construção de políticas públicas. Dessa forma, o Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica (CAV) juntamente dos agricultores (as) familiares e os muitos parceiros desenvolveram o “Programa de Apoio às Feiras Livres no Vale do Jequitinhonha”, pautado em estratégias de fomento a estes empreendimentos e ao desenvolvimento da agricultura familiar da região.


O PROGRAMA: COMO TUDO COMEÇOU...


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Reunião estratégica para criação da AFTUR (2006)

O Programa de Apoio às Feiras Livres no Vale do Jequitinhonha é um trabalho pioneiro, iniciado no ano 2000, a partir da parceria do CAV com o Núcleo de Pesquisa e Apoio à Agricultura Familiar Justino Obers (Núcleo PPJ) e a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Neste ano foi realizada a primeira pesquisa em feiras livres na região, que aconteceu no município de Turmalina, Alto Jequitinhonha. A partir da identificação das potencialidades e dos desafios daquele empreendimento, os resultados foram debatidos e divulgados. Em parceria com os agricultores (as) feirantes, nasce uma proposta de trabalho e novas pesquisas são realizadas em feiras livres da região. Com o apoio de organizações locais, nacionais e internacionais este trabalho se consolida e se transforma em um programa de ação regional que tem transformado a vida de centenas de famílias no Vale do Jequitinhonha.

 


 

 

PRINCIPAIS AÇÕES REALIZADAS:

 - Pesquisas de campo sobre as feiras livres;

   - Incentivo e apoio à organização dos agricultores (as) por meio da criação  de associações municipais de feirantes;

   - Assessoria técnica para a produção agroecológica;

  -  Pequenos empréstimos financeiros às famílias por meio do fundo rotativo solidário para investimento produtivo nas propriedades; 

   - Aquisição conjunta de insumos orgânicos;

·  - Disponibilização de materiais personalizados para transporte e acomodação de produtos nas feiras livres, como sacolinhas oxi-biodegradáveis, forros de banca, gaiolas para frangos, entre outros;

·   -  Apoio nos processos administrativos e de fortalecimento institucional das associações;

·  - Incentivo e fomento a construção de parcerias entre associações de feirantes e poder público;

·  - Promoção de seminários sobre feiras livres e políticas públicas para debater propostas de desenvolvimento rural sustentável em âmbito local e regional;

·  - Pesquisas de mercado para subsidiar o planejamento produtivo dos agricultores (as);

·   -  Apoio no acesso aos mercados institucionais como PAA e PNAE.

 

ALGUNS RESULTADOS

Com este apoio os feirantes dos municípios de Berilo, Chapada do Norte, Leme do Prado, Minas Novas, Veredinha e Turmalina se organizaram e fundaram suas associações municipais de feirantes que juntas congregam mais de 500 famílias rurais. A primeira associação (AFTUR) foi fundada em 2006 em Turmalina. Quatro anos depois o trabalho se inicia em Veredinha com a fundação da AFAVE e em 2011, no município de Chapada do Norte surge a AFACHAP. Em 2013 o programa se expande a mais dois municípios, onde foram criadas a ASFABE em Berilo e a AFeM em Minas Novas. Em 2016 surge a mais nova associação, ASAFELP em Leme do Prado.

Este trabalho tem contribuído para aumentar a qualidade, higiene, quantidade e a diversidade dos produtos ofertados nas feiras livres, e assim atrair mais consumidores. Além de garantir a soberania e a segurança alimentar das famílias, a maior organização facilitou o acesso dos agricultores (as) a novos canais de comercialização, como os supermercados, PAA e PNAE. As associações também construíram parcerias e influenciam nas políticas públicas locais, como na melhoria de estradas rurais, na infraestrutura dos mercados municipais, na conquista de espaços para o funcionamento da sede das associações e de funcionários para auxiliar nos trabalhos administrativos. Os feirantes também conquistaram o direito de se tornarem membros dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável. 

Cada ação é realizada de forma participativa, valoriza a cultura, a formação social, o empoderamento dos agricultores (as) familiares e os princípios solidários. Por se tratar de uma região semiárida, o CAV desenvolve este programa sempre em sintonia com ações sustentáveis para facilitar o acesso e a gestão da água para uso humano e produção.

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