NOTÍCIA
  Publicada em 21/09/2018  
  Agricultores (as) participam de intercâmbio para troca de experiências em Rio Pardo de Minas

Nos dias 04 e 05 de setembro agricultores (as) do Alto Jequitinhonha participaram de um intercâmbio no município de Rio Pardo de Minas. O objetivo foi conhecer as ações realizadas pelo Sindicato de Trabalhadores (as) Rurais de Rio Pardo junto às comunidades geraizeiras na luta pela retomada de seus territórios.

Estiveram presentes 15 participantes, dentre eles, representantes das comunidades rurais de Turmalina: Gentio, Cabeceira do Tanque, Poço D` água, Campo Alegre, Buriti e Boa Vista, e da comunidade Vendinhas, do município de Veredinha. 

No primeiro dia do intercâmbio, houve um momento com os representantes do sindicato e algumas lideranças comunitárias do município, que têm feito um trabalho de enfrentamento ao plantio da monocultura de eucalipto na região. Na oportunidade, eles apresentaram o histórico de como foi realizado todo o processo de retomada das terras atingidas pela monocultura. Desde a apresentação das demandas pelos moradores das comunidades, os parceiros envolvidos, o apoio da sociedade, as dificuldades e, por fim, a desapropriação das áreas atingidas pelo eucalipto. Atualmente 06 comunidades estão inseridas neste processo de luta e resistência, sendo pioneira a comunidade Vereda Funda. 

Os participantes foram à comunidade Vereda Funda, onde foram recebidos pelos moradores com músicas tradicionais e um jantar, sendo um rico momento cultural e de troca de informações. No dia seguinte, os visitantes puderam conhecer melhor a comunidade. Em Vereda Funda foi retomada uma área, composta por monocultura de eucalipto, de mais de 5.000 hectares, localizados nas cabeceiras de nascentes e bordas de chapadas. A comunidade também foi reconhecida como geraizeira. O processo legal de reassentamento foi realizado pelo INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), as famílias permaneceram em suas propriedades e a área assentada foi dividida em áreas, sendo: preservação permanente, uso particular e uso comum. Com a retirada do eucalipto a vegetação nativa começou a se regenerar e, além disso, os agricultores (as) fizeram o plantio de mudas de plantas nativas. Eles afirmaram que após a retirada da monocultura houve um aumento na disponibilidade da água das nascentes, como exemplo, hoje é possível tocar 4 rodas dágua em um pequeno ribeirão que estava prestes a secar. Também foram construídas na comunidade bacias de contenção e terraços, além da criação de uma cooperativa de produtos de panificação e beneficiamento de produtos da agricultura familiar que trouxe melhoria na renda das famílias.

Nos momentos de avaliação e durante todo o intercâmbio os participantes se mostraram muito motivados, devido a semelhança da realidade do Alto Jequitinhonha com a região visitada.  



Por Josiane Fernandes

 

 
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